Baixo Guadiana, quatro anos depois.
Reflexões sobre uma experiência de estratégia transfronteiriça para a paisagem na escala territorial.
O artigo propõem uma revisão crítica de uma consultoria paisagística na que o autor trabalhou em 2011 por encomenda da Junta de Andaluzia. O objeto do trabalho era a elaboração de uma estratégia para a defesa e promoção da paisagem do Baixo Guadiana, um território transfronteiriço entre Espanha e Portugal caracterizado de forma dominante pela sua forte ruralidade e relativo despovoamento.
O artigo revisa os marcos principais da metodologia utilizada para a elaboração da estratégia, fazendo finca-pé sobre tudo nos aspetos mais peculiares relacionados com as características do âmbito e as soluções que foram consideradas as mais criativas e inovadoras.
Através da recapitulação dos aspetos mais transcendentes da proposta de estratégia elaborada para o Baixo Guadiana, intenta-se destacar três questões principais. A primeira, referida ao trabalho de análises e diagnóstico, propõem reconsiderar a conceção tradicional das unidades de paisagem também desde uma perspetiva funcional e relacional, pela que as análises fisionómicas da paisagem se complementem com a consideração de homogeneidades também sociais.
A segunda questão é inquerir acerca da possibilidade da paisagem como objeto intencional de políticas públicas. Acredita-se que todo objetivo público a longo prazo referente á paisagem não pode ser desvinculado da procura de um pacto económico pela paisagem pela qual a maioria das forças no campo, principalmente económicas, se comprometam a um governo coerente dos efeitos sobre a paisagem das suas atividades. Por sua vez, o pacto tem de preocupar-se também de explorar e perseguir a viabilidade económica da paisagem, pelo que a sua defesa e promoção seja de por si motivo de ativação de economias rentáveis.
O terceiro tema enfatizado pelo artigo que faz referencia à participação. Na coerência com a necessidade de fomentar pactos pela paisagem, defende-se que a participação há-de ser uma das principais ferramentas da ação pública pelas suas maiores possibilidade de fazer paisagem a) um elemento de inclusão e de consenso) um projeto de pedagogia social e de identidade e c) uma plataforma privilegiada para o encontro, negociação e harmonização entre diferentes interesses e visões do território.
Palavras-chave:
Paisagem, Estratégia, Baixo Guadiana, Eurorregião Alentejo - Algarve - Andaluzia
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